O mundo me condena, e ninguém tem pena, falando sempre mal do meu nome, deixando de saber se eu vou morrer de sede, ou se vou morrer de fome, mas a filosofia hoje me auxilia a viver indiferente assim. Nesta prontidão sem fim, vou fingindo que sou rico. Pra ninguém zomba de mim. Não me incomodo que me diga que a sociedade e minha inimiga hoje cantando neste mundo vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo. Quanto a você da aristocracia que tem dinheiro, mais não compra alegria. Há de viver eternamente sendo escrava desta gente, que cultiva hipocrisia.
MANOEL ROSA.

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